Vivemos em tempos onde o debate político motivado pelo inconformismo com uma realidade social e econômica, bem como com uma crescente degeneração na aplicação ao dia a dia da verdadeira política, inflama debates nas redes sócias e a mídia digital.
Porém também vivemos numa era de comodismo. Comodismo no seu sentido mais simples e objetivo, ou seja, na acepção de algo “que se da de modo conveniente”, oriunda essa palavra de sua forma latina “Commodus”.
Realizar críticas à política, em especial, no seu aspecto nacional (federal), é o que mais apraz aos jovens, mesmo que suas opiniões muitas vezes sejam imbuídas apenas de valores pessoais e despidas de qualquer viés construtivo, ou de qualquer fundamentação relevante.
Porém falam, como que argumenta com propriedade, deixando que suas palavras se percam num vazio lógico. Muito embora essa questão não seja preocupante, pois isso se remedeia com o tempo, e com a maturidade, que se espera, venha com a idade.
É de se preocupar, entretanto, que eles se entretenham com críticas de uma realidade, que esta a seu alcance indireto, mas o qual não pode ser, diretamente e em curto prazo, alterada. E fechem os olhos à realidade próxima, da qual deveriam se ocupar, como estágio obrigatório de seu amadurecimento político.
É necessário se atentar aos problemas nos microambientes urbanos, em seu bairro, em sua comunidade e em especial aos problemas políticos de sua cidade, e questionar aqueles representantes mais próximos de você.
Buscando mudar primeiramente a realidade de sua própria cidade, que especificamente no caso de Unaí, resta muito esquecida pela população. Quem pode hoje, dizer seguramente, que sabe quais são os debates em pauta na Câmara de Vereadores? E que buscou conhecer o tema para participar de debates que originarão decisões que impactarão diretamente em nossa realidade?
É muito cômodo e simples criticar algo que esta distante, onde pouco se poder fazer, mas difícil é criticar uma realidade que esta a todo momento a seu alcance mudar, e que para isso basta estudo e engajamento, dedicação em prol do bem comum, algo que demanda muito mais do que conversas vazias e algumas horas na frente do computador. Algo que demanda espírito cívico.