A Importância da atuação preventiva do Advogado

A maioria das pessoas estão acostumadas a recorrer aos serviços de um advogado somente em momentos de necessidade, quando já sobreveio em sua vida um problema de difícil solução, e esse habito é um traço lamentável de nossa moderna cultura jurídica.

Os Magistrados Romanos, outrora fundadores de todo o arcabouço de nosso Direito moderno, concebiam o papel do Advogado como aquele que instruía os cidadãos na prática dos atos previstos em lei, e que os auxiliava no dia a dia da vida civil visando prevenir conflitos e harmonizar divergências.  Evitando esses conflitos afastavam também uma desnecessária lide judicial bem como o desgaste moral e o cansaço oriundos dessa contenda.

Hoje em dia se ignora a importância do papel do Advogado como Consultor Jurídico, ou seja, como conselheiro, que diante de uma duvida pode orientar o cidadão sobre as particularidades da lei e indicar-lhe o melhor caminho a seguir. Tal proceder evita que uma escolha errada possa trazer consequências desagradáveis, que, no futuro, possam culminar com o flagelo de um processo judicial, hoje, lamentavelmente, uma via extremamente morosa para a solução de conflitos.

Em casos onde apenas o aconselhamento não baste, é possível também que o advogado, na condição de assessor jurídico, auxilie seus clientes no desempenho de determinados atos da vida civil. Para exemplificar podemos citar uma compra e venda de imóveis onde a atuação preventiva do advogado se dá na verificação da situação jurídica do bem, na correta arrecadação dos tributos e na elaboração de um Pacto de Compra e venda, que dará origem à futura escritura pública de compra e venda a qual amparará um negócio sadio e forte. Assim afastasse a possibilidade que durante todo esse processo venham a ocorrer vícios oriundos da má fé humana ou de um acaso humano, e que estes vícios possam causar prejuízo às partes envolvidas no negócio, de tal forma que acarrete um ônus desnecessário e um desgaste pessoal desagradável.

Antes da celebração de negócios jurídicos mais complexos, ou de tomar decisões delicadas à luz do Direito, é sempre bom, aconselhar-se com um Advogado, para que este possa expor à pessoa a complexidade da situação de um modo claro e inteligível, guiando-a pelo melhor caminho para a realização de seus objetivos, e se julgar necessário, que ele percorra esse caminho ao lado do cliente para assegurar que prevaleça a vontade do cliente.

Apenas em último caso, a ultima ratio da via processual deve ser considerada, pois a função do advogado e buscar a paz social harmonizando o convívio em sociedade, e prevenindo conflitos, que no futuro possam da origem aos tão afamados processos judiciais.

Logo é necessário buscar na sociedade moderna uma conscientização em prol de um resgate da valorização do advogado, não como uma agente de contendas e disputas, mas como o profissional habilitado a prevenir e evitar o transtorno que pode ser trazido por vícios em negócios jurídicos do dia a dia, ou por decisões tomadas “às cegas” por quem desconhece a complexidade da lei.

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